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Peptídeo — Passo a passo

Por Redação · publicado 2025-10-03 · última revisão 2025-10-28 · Info

Esta é uma visão de trabalho sobre Peptídeo, para quem quer mais que um parágrafo e menos que um manual.

Atualizado em 2025-10-28. Números e descrições seguem a literatura publicada, não o material promocional.

Questões em aberto

=== Oceania === Na Austrália foi conduzida uma pesquisa na unidade de vigilância pediátrica do Hospital Infantil de Westmead, em Sydney, que descobriu que quase 60 meninas, atendidas por pediatras e especialistas em saúde infantil desde 2010, tinham sido submetidas a MGF, muitas delas à forma mais extrema do procedimento. Os dados fornecem a primeira imagem nacional, mas acredita-se que seja uma subestimativa grosseira do número real de casos. "Cerca de 20 por cento deles tiveram infibulação — isto é, a remoção do clitóris — a genitália externa removida e costurada a abertura", disse a professora de pediatria e saúde infantil, Elizabeth Elliott. Pensa-se que o problema na Austrália é maior do que o estudo mostra. Apesar de a MGF ser reconhecida como abuso físico pela lei australiana, apenas 13 das meninas foram encaminhadas ou estavam sendo gerenciadas por serviços de proteção à criança. A maioria das meninas tinham idades entre 5 meses e 18 anos de idade, foram identificadas em clínicas de saúde de refugiados nos principais hospitais de Perth e Melbourne, nasceram na África e tiveram o procedimento realizado naquele país. O Royal Australasian College of Physicians disse em um comunicado que "reconhece a mutilação genital feminina como uma violação dos direitos humanos e tem feito campanha contra a prática por muitos anos. Ela também apoia todos os pediatras que ativamente dão voz a essa questão". Mais de 200 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo estão vivendo com mutilação genital de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fontes: pt.wikipedia.org

Contexto

=== Europa === Nos últimos anos, o aumento da imigração para a Europa de indivíduos de países que praticam a MGF, levou à introdução da operação nas sociedades europeias. Contudo, a taxa de prevalência da MGF é difícil de quantificar. Um estudo que investigou a MGF em grupos de mulheres imigrantes do norte da África para regiões europeias como a Escandinávia, observou que a maioria destas mulheres já tinha a MGF antes da sua migração para a Europa. Também foi estabelecido que as comunidades africanas dos países europeus continuam a praticar a MGF com as suas filhas depois de migrarem para a Europa. Como exemplo, na Suécia, um estudo realizado no Instituto Karolinska concluiu que a maioria das famílias que emigraram de países com uma cultura de MGF queria continuar a fazê-la nos seus novos países. Embora seja ilegal na Suécia desde 1982, há evidências de que a prática persiste. A Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica, que entrou em vigor em 1 de agosto de 2014, define e criminaliza a prática no seu artigo 38. º. Em França a MGF é uma ofensa punível com 10 anos ou até 20 anos de prisão se a vítima estiver abaixo dos 15 anos de idade. A lei exige que qualquer pessoa denuncie qualquer caso de mutilação ou mutilação planeada. Em 2014 foi relatado que cerca de 100 pessoas na França tinham sido condenadas. Não somente a pessoa que realiza a mutilação é sentenciada, os pais que organizam o crime enfrentam processos legais também.

Fontes: pt.wikipedia.org

Mecanismo de ação

Um estudo de 2007 estimou que cerca de 61 000 mulheres maiores de 18 anos vivendo em França tinham passado pela prática. De acordo com a organização Terre des Femmes, há 58 mil vítimas na Alemanha e outras 13 mil estão ameaçadas de serem mutiladas, números em constante aumento devido á imigração de países tais como a Eritreia, Somália e Iraque. Só em 2019, cerca de dois mil casos foram identificados na Alemanha, sendo duzentos relativos a menores de idade - metade dos quais abaixo dos doze anos de idade. A CISL (Confederação Italiana de Sindicatos de Trabalhadores) estima que entre 61 a 80 mil mulheres em Itália sofreram de alguma das formas de MGF. Depois de alguns casos de infibulação praticados por médicos cúmplices na comunidade de imigrantes africanos terem chegado ao conhecimento público através da cobertura dos mídia, a Lei n ° 7/2006 foi aprovada em 1/9/2006, penalizando a prática. Na Holanda é estimado em cerca de 29 mil o número de mulheres residentes vítimas de MGF, (oriundas principalmente da Somália, Egipto, Etiópia, Eritreia e Norte do Iraque) mas o risco da operação no próprio país é considerado baixo, havendo sim a possibilidade de acontecer em visitas de imigrantes aos seus locais de origem. Na Noruega parece ter pouca expressão e não é considerado um problema sério no país. Na Suécia a real prevalência da MGF entre grupos de imigrantes é desconhecida, mas houve 46 casos de suspeita de mutilação genital desde que a lei contra foi introduzida em 1982, e apenas duas condenações.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Estado das pesquisas

Em 2014, Anissa Mohammed Hassan, uma coordenadora de origem somali duma agencia governamental em Gotalândia Oriental (Östergötland) disse que o problema não está sendo seguido ativamente pelas autoridades e o assunto é evitado por medo de ser considerado como racista ou estigmatizante de grupos étnicos minoritários. Estima-se que 90 000 mulheres e meninas com MGF vivem na Suécia actualmente. Um estudo sobre a MGF na República russa do Daguestão, tornado público em 2016 pela ONG Legal Initiative for Russia, revelou que a MGF é generalizada no Daguestão. As meninas sofrem mutilação em tenra idade, até aos três anos. A prática foi aprovada publicamente na região, predominantemente muçulmana, por líderes religiosos como o Mufti Ismail Berdiyev. que declarou que "todas as mulheres devem ser circuncisadas para que não haja deboche na terra", no que foi apoiado também por um clérigo cristão ortodoxo, Vsevolod Chaplin, que no entanto acrescentou que as mulheres ortodoxas não precisavam, pois não eram promíscuas. Na Espanha, desde 2003, uma lei específica pune a MGF, com até 12 anos de prisão, mesmo que o delito tenha sido cometido no exterior do país. Não se sabe qual a real dimensão do problema. Em 2015 foi noticiado que os profissionais de saúde espanhóis iriam intensificar o escrutínio das famílias de países onde a mutilação genital feminina é praticada e, em alguns casos, pedir aos pais que assinem uma declaração prometendo que suas filhas não estarão sujeitas à MGF. No Reino Unido, a MGF é também proibida e penalizada por uma lei própria desde 1985.

Fontes: pt.wikipedia.org

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